O acidente

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Ontem eu não pude terminar o Super Feriado porque aconteceu um imprevisto e enfim... Eu não fiz, mas hoje eu vou terminar!
E para fechar, vou colocar um pedaço importante da Damanegra, do quarto e quinto capítulo. Boa leitura!


Eu continuava a andar no breu. Quanto mais andava, mais eu sentia que alguém ia acabar me encontrando, por isso andava cada vez mais longe do refeitório. Não conseguia parar de chorar. O que Ellen fez foi humilhante para mim, e para qualquer um que estaria no meu lugar. Mas agora, eu não sentia mais raiva dela, só queria me esconder, e desejar nunca mais ser encontrada. Percebi enquanto andava, que alguma coisa estava errada. Eu já havia feito curvas demais, descido escadas demais, e de tão escuro que estava, comecei achar que estava num tipo de subsolo. Para quê uma escola iria fazer um subsolo?
               Foi então que eu vi.
               Era uma luz que iluminava todo o lugar que estava escuro. Era uma luz maravilhosa. Era calorosa, bonita de se olhar e me convidava para me aproximar. No começo era meio fraca, mas à medida que ia chegando mais perto, ela se tornava mais forte e luminosa. Não sei por que uma luz estava me fazendo tão bem, mas eu queria chegar mais perto, queria tê-la, se fosse possível.
               Percebi então que estava me aproximando de um beco sem saída. Ou seria outra coisa? Sim, era outra coisa. Havia uma porta ali, feita de vidro transparente. A luz brilhava muito e era tão intensa que meus olhos lacrimejavam. Mesmo assim, não conseguia mais parar de chegar perto. Ela me reconfortava como se Jane chegasse em mim, me desse uma abraço e dissesse que tudo estava bem. Mas depois de um tempo, comecei a achar que estava perdendo o controle do meu corpo. Eu tentava, mas não conseguia parar de mexer meus pés. A luz era tão convidativa que me seduziu totalmente.
               Agora, eu estava diante da porta transparente. Mesmo com receio, minhas mãos apertaram a maçaneta e a empurraram. Agora, a luz brilhava mais intensa como nunca. Ele estava se tornando fluorescente, e eu podia ver o arco-íris através dela. Chegando mais perto, a luz dançava como ondas aos meus olhos, estava maravilhada. Fiquei ali, sentindo seu calor. Percebi então, a sombra de alguém, estava se aproximando, e pela silhueta, não havia dúvidas que era um homem. Nem liguei para ele, mas com o desvio de atenção, pude ver de onde a luz vinha.
               Vinha de uma pedrinha. Ela era pequena e bem lapidada, se tornando meio oval. A sombra do homem estava bem perto de mim, mas não dei bola para ele. Eu só tinha olhos para a pequena pedrinha que brilhava tanto. Eu sabia que estava hipnotizada, e meu corpo estava se mexendo sozinho, mas eu não dava tanta atenção, queria me sentir feliz, apenas isso. Então, com um ato sem pensar, passei meus dedos sobre a pedra.
               Ah, que sensação boa, quando meus dedos encontraram a pedra, eu senti felicidade, leveza, alívio. Eu poderia até chegar perto de Ellen e não ficar irritada com ela. Espera! Quem era Ellen mesmo? Sei lá.
               Senti que a pedra estava me dando calor. Isso era bom! Era reconfortante. Mas algo estava errado. A silhueta do homem fez algum gesto que eu não entendi direito, mas a pedra reagiu. Ela soltou mais calor. Comecei a sentir meus dedos quentes, e quis tirá-los dali, mas não conseguia mais, eles não reagiam ao meu comando. A pedrinha estava rachada, e soltava um calor intenso. Comecei a sentir minha mão queimar, mas eu não conseguia me afastar de lá, não tinha poder sobre mim mais.
            Agora é sério. Eu estava queimando. Sentia meu corpo enfraquecendo e eu não podia fazer nada. Aquilo estava virando um pesadelo. Meu braço estava inundado num fogo imaginário que me atormentava e se espalhava por todo o meu organismo. Comecei a gritar. Não agüentava mais. Então muito rapidamente, a silhueta do homem forçou algum objeto na pedra, que me deu outras sensações. Senti-me como se tivesse mergulhado em água gelada, e sofri um choque térmico violento. A luz acabara, tudo voltava a ser escuro, e eu me deixei cair, desmaiando mais uma vez.
                                                                             *

- Ah... Você acordou, finalmente. – disse, se levantando da cadeira, e se aproximando de mim. – pensei até que tinha batido as botas, menina.
               Nossa! Fiquei muito feliz de saber que quase bati as botas, mas procurei não pensar nisso. Minha cabeça ainda girava muito.
               - Hunf... Que lugar é esse? – perguntei, ligeiramente tonta.
               O homem demorou um pouco para responder, coçando a barba, pensando numa boa resposta para me responder. Por fim, disse:
               - Digamos que estamos no meu laboratório particular. – respondeu, meio sem graça.
               Então aqui era um laboratório? Bem, fazia sentido. O monte de equipamentos muito avançados, os computadores, o homem de jaleco. Enfim. Pensei em alguma coisa para perguntar para ele, pois como dava para perceber, era muito estranho eu estar ali. Mas minha cabeça ainda girava, e eu precisava me sentar. Tentei, mas não consegui. Meus músculos não agüentavam.
               O homem, um pouco sem jeito, me ajudou a me sentar. Puxou a minha coluna para frente e endireitou minhas pernas. Eu fiquei olhando para o fundo de seus olhos, sem saber o que dizer.
               - Á propósito, meu nome é David Johnson. – ele disse, por fim, estendendo a mão.
               - O meu é Jennifer Montaua. – eu respondi, com o máximo de educação, apertando a sua mão. E foi assim que nos cumprimentamos.
               Ele se sentou ao meu lado na maca, olhando para o mini laboratório.
               - Você deve estar se perguntando o que aconteceu.
               Olhei para ele. Era verdade, mas não sabia como perguntar isso.
               - Bem, Jennifer, nem eu sei explicar direito. Mas, você sofreu um acidente muito grave.

Contos familiares

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Hoje eu vou ser rápida, só quero um pouco mais do nosso cotidiano, coisas que nem sempre paramos para escutar.

Maria era cantora.
Era uma vez uma garota de aproximadamente quinze ou dezesseis anos que gostava de cantar. Ela tinha uma família grande e vários irmãos, que moravam em Araguari, Minas Gerais. Você pode imaginar que em 1945, as coisas eram muito diferentes. A cidade era pequena e todos se conheciam, a roça estava presente nas vidas, mas Maria era feliz, e provavelmente, cantava muito no chuveiro.

Então sua irmã Dália cantou junto. E as duas cantavam sem parar, alegrando a vizinhança. Não demorou muito para fazerem um relativo sucesso, e elas ficaram famosas em Araguari, conhecendo músicos amigos e aprendendo as músicas sertanejas da época.


Essas são as fotos da Dália, olhem só como ela era bonita.

     

"Que beijinho doce, que ele tem..." é o que elas cantavam. E ah! Maria adorava pular carnaval. O carnaval da década de quarenta era diferente, só havia marchinhas, mas muito alegre. A garota gostava de sair às ruas vestida de pirata enquanto dançava com Dália. Todas as noites, elas ficavam escutando as modas de viola que tocavam na rádio e escutavam as notícias.

                                                 Dália e Maria.

Assim surgiu as Irmãs Diniz, cantoras de sertanejo. Porém, Maria era muito nova, e não podia viajar muito. Mesmo assim, elas se apresentavam nas rádios da cidade! Quanto sucesso, quanta realização da adolescente! Mas aos poucos as coisas mudaram. Depois de um tempo, Maria teve que se mudar de Araguari para Nova Aurora, em Goiás, e a dupla se desfez. Ela, já com dezoito anos, conheceu seu futuro marido, um jovem alto e esbelto de sotaque goiano chamado Benedito Carneiro, e já em 1949, os dois trocavam cartões apaixonados.


                                         As duas cantando na rádio no final dos anos quarenta.

Maria e Benedito se casaram em 1950, e tiveram vários filhos, sendo o primeiro deles nascido logo dois anos depois, o Reinaldo. Que por obséquio é meu pai. Maria ficou casada por trinta anos, até que em 1980, o "Ditinho" morreu de cirrose. Ela nunca se casou novamente, e não se tornou uma cantora famosa, mas foi uma boa mãe e continua sendo. Eu sempre achei engraçadinho o jeito que ela ficava cantando baixo na hora de cozinhar o arroz, mas não imaginava sobre seu passado. O mais engraçado é que eu acabei tendo esse hábito também, e geralmente quando estou sozinha gosto de ficar cantando as melodias, ou "humming". Nunca conheci meu avô, mas todos sempre me disseram que ele um bom homem muito conhecido.

                                                           Meu papai quando era neném (otii)


Eu só escrevi isso porque é sempre interessante saber sobre nossa família. Hoje, vovó tem 82 anos mas continua fazendo as coisas que sempre gostou de fazer. Dália também está viva. Agora eu te pergunto se você conhece as histórias e os fatos da sua família, porque sempre tem. É importante dar valor ao que temos de precioso, porque nós pertencemos àquelas pessoas.
Essa é a pequena mensagem que eu deixo hoje, para nós conhecermos melhor as histórias daqueles que nos tornam o que somos, pois se compararmos, sempre vamos achar algo parecido. Se você sabe bem sobre sua família, ótimo! Mas se não, que tal começar?

#Tá tudo dominado

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
(Tema de redação, hein?).

Hoje é muito fácil se mobilizar.
Se você perdeu um cachorrinho, postar algo no Facebook é a primeira coisa que muita gente faz. Se você quer vender uma coisa, pode colocá-la á venda nos sites de compra e venda. Se quer ter seus quinze minutos de vida, coloque um vídeo seu fazendo alguma coisa absurda ou talentosa no Youtube. Para tudo existe um lugar na internet. Santa internet, não? O que seria de nós sem ela.

Em nosso mundo cotidiano o Wi-fi faz parte de nós. Será que alguém ainda fica procurando uma pesquisa na Barsa? Wikipedia é mais fácil. Aliás, praticidade e facilidade é o que vem nos chamando a atenção. Nossa sociedade é rápida demais para parar e observar o céu lindo que está lá fora. A tecnologia já está tão presente que quando olhamos para trás, é difícil imaginar o que substituía o vaso sanitário e os jogos eletrônicos.

Até mesmo coisas complexas e gigantescas como os Estados podem sucumbir  a mobilização de um povo. A primavera árabe começou com vários protestos nas redes sociais devido ao primeiro protesto, abafado, de um árabe da Tunísia que colocou fogo em si mesmo porque não aguentava o regime. E o resto é história. Muitas pessoas foram lançadas á fama por postarem vídeos cantando ou dançando, ou sei lá, se mostrando e dizendo coisas engraçadas. E isso não se aplica só a mídia, mas em tudo. Medicina, proteção, automobilística, tudo foi reformado pela tecnologia! Em pensar que a uns oito anos atrás nós usávamos celulares simples com o "jogo da cobrinha"! E hoje você pode tudo com um smartphone, sem dúvida, o século XXI está mudando muito rápido.

E com isso vem os perigos, pois o pecado pode ser cometido em todos os lugares. Garotas sem cabeça que escrevem e fazem barbaridades na frente de uma webcam só influenciam a mente de outros. O que não falta são tarados no Omegle. E os pais tem um trabalho redobrado controlando o que seus filhos veem no computador, com quem falam, o que mostram, pedófilos usam muito esse meio de comunicação para se apresentarem "fakemente" e ganharem confiança. Com a internet, um leque se abre bem na nossa frente, temos acesso a tudo. Isso é ótimo porque podemos nos promover (tome como exemplo esta que vos fala) e  conhecer um lugar do outro lado do globo. E no mesmo momento em que nos sentimos mais livres, mas monitorados somos." 1984". Pode até parecer besteira, mas toda vez que eu vejo aquelas reportagens na TV sobre o que os robôs já sabem fazer, eu fico pensando naqueles filmes em que os robôs dominam o mundo. Hunf. (cada coisa...)

Daqui a algum tempo, a infância vai se tornar um mundo de brinquedos eletrônicos e computadores, o que é uma pena. Muitas pessoas hoje confundem o mundo virtual com o real, o que mais um dos perigos da vida digitalizada.

Eu estou escrevendo uma nova história além da Damanegra. Ela trata justamente a diferença entre as épocas e como as pessoas se comportam em diversas situações. Paloma Almeida sonha em ser alguém na vida, mas está toda limitada ao negócio da família, as falidas e tradicionais Lojas Almeida, que não vendem nada. Ela é muito inteligente, adora fazer invenções e depois de saber que poderia estar rica e feliz se sua tataravó, Anita Almeida não tivesse fugido de um casamento no altar e abandonado seu noivo, ela teria firmado uma aliança entre comerciantes e burgueses, e as lojas seriam valiosas até hoje. O problema é que Anita desgraçou a família em 1919, e Paloma vive em 2015. Assim, tomada pela ambição e pela raiva, Paloma termina uma máquina do tempo ao qual dá o nome de Kepler, e decide voltar para o ano de 1919 para convencer Anita a não fazer aquilo. O que ela não sabia é que Anita é uma mulher muito à frente de seu tempo, ela era rebelde e irresponsável, idealista e aventureira, ao contrário da tataraneta controlada e sensata. O encontro das duas acaba formando uma trama cheia de segredos e um jogo de interesses que envolve pessoas de mundo diferentes.
Enfim, trabalho muito esses dias.

Encontro vocês amanhã!

Concorrência e diferença. Maturidade e crença.

domingo, 10 de fevereiro de 2013
spoiler, spoiler: altamente lírico e existencialista devido aos... hormônios.

Eu não entendo matemática.
Assim como hoje é um daqueles dias estressantes que você acorda de TPM e qualquer coisa serve para te tirar do sério (principalmente o programa "Esquenta"). Mas o que vim falar hoje mesmo é sobre algo muito importante em nossas vidas: o vestibular.

Tudo bem, você não faz mais vestibular, já passou dessa fase, mas vai se lembrar do que viveu. Já você não faz ainda, então prepare-se. Os estudos são coisa séria, não dá para brincar. É difícil porque chega uma hora em que realmente "seu futuro" está em jogo. Sabia que lá no Japão os adolescentes só fazem vestibular uma vez na vida? Fico imaginando o que acontecem com aqueles que não passam...

Viver em uma realidade é intrigante e assustador., pois achamos que estamos preparados até nos depararmos com outro tipo de organização. Em Goiânia, existem os estudiosos sem preguiça, e os preguiçosos com estudos, todos tem a chance de um bom preparamento. É... outro nível. Garotos que você julga mentalmente serem "boçais" e desinteressados são os primeiros a aceitarem os exercícios, desafiando uns aos outros. Se você já escutou a frase "Quer passar no vestibular? Então mate um goiano" sabe do que estou falando.

Então, você estuda como uma louca. Não pula carnaval, não surfa na internet, não sai para a balada, até revê a tabuada para não esquecer nada. Tudo em função do futuro. No dia da prova, você não dorme, não come comida pesada para não passar mal, mas na cantina do lado do prédio gasta dez reais com água mineral, barrinha de cereal, "chokito" e "sufflair". Antes de entrar, seus parentes ligam (pensando te encorajar, mas na verdade só faz piorar). Na sala, deixa a "Bic" na mesa, e espera.

Olhei para o lado e vi as pessoas chegando. Meninas nervosas, arotos céticos. eu uma vontade de saber o que cada um deles queria da vida! Eu não me concentrei muito, pois ainda acho o PAS traumático. Tentei fazer as exatas - mas como não entendo matemática - não saiu, e assim eu apostei tudo o que tinha na redação.

Calma. Relaxa. Acredite em seu potencial. Uma hora acaba mesmo. Muitos saem dali sorrindo e descobrem que passaram em meio ás lágrimas. Outros... não. No fim esse é o maior sonho do estudante: Olhar para trás e ver que não foi em vão. E quando estivermos no topo do sonho, lembraremos daqueles que nos ajudara, que foram nossos amigos, das bagunças e dos fatos absurdos. Daí vamos perceber que bom mesmo era quando tudo era incerto e o caminho parecia longo demais.

A concorrência é sempre grande, as diferenças, muitas, mas isso não muda porque é a lei da vida. E nela, só os melhores se sobressaem.

O bom é quando somos acolhidos por pessoas com interesses maiores. No terceiro ano, a turma é mais democrática, dinâmica, mais diversificada, sem frescuras e jogos de aparência. Maturidade. É importante saber conviver com outras personalidades, pois isso te ajuda a não se esborrachar tanto na "vida real", na vida pós-puberdade. Por isso eu não fico postando moda ou maquiagem (nada contra, eu acho que há dicas na internet que são muito boas), quero ir mais fundo e te fazer olhar para dentro de si e para seu meio com outros olhos. Olhos críticos.

E por favor, não tenham preguiça de ler! Isso é tão feio. Estude para o vestibular, faça amigos verdadeiros e não se prenda às vidas fúteis nessa época.

Bem, até a próxima minha gente.

Carnaval: Alegria ou libertinagem?

sábado, 9 de fevereiro de 2013
Olá! Desculpe todos esses dias que eu fiquei sem escrever, eu estava em um processo de adaptação na minha nova escola. Agora que está tudo bem, eu me sinto confiante para escrever novamente, e como agora temos dias de folga pela frente, eu anuncio o digníssimo:

"Super Feriado de posts no Brilho das Palavras!!"   (isso até parece promoção de supermercado...)

Como eu vou ter o sábado, domingo, segunda, terça e quarta sem aulas, eu decidi que vou um post em cada um desses dias, começando por hoje. E o tema de hoje, claro, é o mais comentado nessa semana: Carnaval, seus prós e contras.



Pois sim, o carnaval surgiu na Grécia, entre os anos 600 a 520 a.C., onde os gregos festejavam, cultuavam e agradeciam aos deuses da época. Depois, os cristãos adotaram o carnaval e deram um significado religioso a ele. Porém, o carnaval do jeito que conhecemos, com fantasias e desfiles, surgiu na sociedade vitoriana, em 1800. Hoje, existem festas muito famosas como as da Bahia e do Rio de Janeiro, de Veneza e o Mardi Gras. Mas hoje, me parece que metade do Brasil gosta da dita festa, e a outra metade detesta. Por que?

Bem, temos que concordar que o carnaval traz muitos prejuízos e lucros ás cidades. Nos lucros, há os empregos gerados na época, já os prejuízos... É só olhar a sujeira que fica no outro dia. É latinha para todos os lados, um fedor de xixi horrível, ô raiva que dá! E mesmo com as campanhas de "Tá com vontade de fazer xixi, não faz aqui..." sempre vai ter uma turma de homens que bebem demais e esvaziam no canto da rua. Outra coisa, aliás, mexe com as pessoas é esse pensamento de na época da folia, vale tudo, pode beijar à vontade, pode beber à vontade, pode fazer tudo que você acha errado mas quer fazer mesmo assim. Não é possível que os festeiros percam tanto o controle! 



E não podemos deixar de mencionar os problemas que podem ocorrer quando se juntam muitas pessoas em um mesmo lugar: brigas, por exemplo. Hoje teve o tradicionalíssimo bloco do Cordão da Bola Preta, no Rio de Janeiro, que fez 95 anos em 2013. Tudo corria bem, mas no fim, todos quiseram sair no mesmo tempo pela mesma saída, e assim, virou um funil humano, um monte de gente passou mal pelo aperto e pelo calor. Imagina se acontecesse algo mais grave? 

Tudo bem, você que gosta de carnaval, eu também gosto. Tirando esses problemas internos e seguindo a teoria, essa deveria ser uma grande festa com muita alegria, e é em alguns lugares. Alguém já ouviu falar no bloco do Sargento Pimenta? Pesquisem, é lindo demais. E também há aqueles em que só se canta aquelas marchinhas engraçadas "Olha a cabeleira do Zezé", "Alalaôôô, mas que calor..." (se bem que eu odeio marchinha, prefiro o samba). E também os desfiles das escolas de samba no Anhembi e na Marquês de Sapucaí. Meu sonho é visitar aquele lugar um dia, acho muito bonito e interessante, e para aquele que pensam que os temas são os mesmos e é tudo repetido, não sabem apreciar aquele tipo de arte.



No fim das contas, o carnaval traz problemas sérios para os centros urbanos, mas eu acredito que se houvesse uma grande fiscalização, as coisas seriam melhores. Eu não sou contra o carnaval, e sim a libertinagem das pessoas que o festejam.

Até amanhã, amiguinhos.