Sugestões

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Hoje eu estou aqui para falar sobre um livro que eu li e achei muito bom: Cilada.
Cilada é um livro de suspense policial que trata de duas histórias ao mesmo tempo: um desaparecimento e um pedófilo.

É a história de Wendy Tynes, repórter de TV que tem um programa onde ela desmascara pedófilos para o país inteiro, o "Flagrante". Dessa vez ela encontra Dan Mercer, um cara solitário e muito suspeito. Ele aparece ao vivo na TV e sua vida é destruída pelas acusações de pedofilia. O problema é que Wendy começa a investigar sua história e não tem real certeza se ele é pedófilo ou não. A verdade sobre ele só é descoberta nas últimas páginas.

Ao mesmo tempo, o país fica comovido com o desaparecimento de Haley McWaid, uma adolescente de 17 anos, linda, inteligente, com um futuro promissor, e extremamente esforçada. A filha perfeita. Porém, ninguém é realmente perfeito. As duas tragédias se cruzam e Wendy procura entender o que realmente aconteceu. O livro não tem grandes cenas de ação, nem os incríveis métodos a lá CSI de examinar corpos e desvendar mistérios. Na verdade, Cilada trata mais do social. De como são as pessoas e com o quê elas realmente se importam.

Ele trata de perdão. É muito difícil perdoar as pessoas mesmo quando elas fizeram coisas que não tinham a intenção. Quer dizer... Pessoas inocentes com boas intenções também fazem besteiras. Principalmente para Wendy, que perdeu seu marido porque uma motorista bêbada o atropelou. Nenhum dos personagens do livro são heróis ou tem qualidades incríveis. Todos sofrem traumas e veem as coisas um pouco distorcidas, para o seu lado. Isso foi diferente para mim pois tinha acabado de ler um livro meio "Percy Jackson", e nunca fui muito fã de suspenses policiais.

O interessante mesmo é que ele me mostrou uma coisa instigante: Como é tênue a linha de nossa vida! Como é fácil as coisas derem errado, como o sucesso e o fracasso ficam praticamente juntos. Para ser bem sucedido, é preciso uma soma de fatores que lhe beneficiem. Para ser fracassado, basta um mínimo deslize, é tudo está perdido. Parece estranho, porque nunca pensamos nisso (e confesso que prefiro ser uma inocente otimista do que ficar analisando tudo que faço) mas é verdade! Nós, jovens, temos uma vida inteira para viver, mas há ações que irão nos acompanhar pelo o resto dela. Como um dos personagens diz no livro: "Bem, são tantos se na nossa vida, né?". Brincadeiras de mau gosto podem causar consequências desastrosas, perder o controle por coisas simples também.


Uma coisa é certa: Nem tudo pode voltar a ser como era antes. Wendy estava cheia da moral (estou mostrando às pessoas a como se protegerem desses monstros!) mas ela mesma comete erros e não sabe lidar com eles. Me pareceu uma personagem meio intrometida e sabichona, mas no final, ela diz uma coisa muito importante:

" Era isso que muitas pessoas não conseguiam entender, a fragilidade do mundo. As feridas que uma guinada do destino é capaz de abrir. O poço de desespero em que somos jogados por conta de um descuido qualquer. A irreparabilidade das coisas".

Harlan Coben já fez 17 livros (!!!) e em todos ele trata de assuntos importantes. Eu confesso que ainda não sou fã de seu estilo de escrever por não estar acostumada, mas vale a pena dar uma olhada em quem já está fazendo tanto sucesso por aqui.

Mas, mudando de assunto... Tem um filme incrível que eu sugiro para pessoas que querem se divertir jogadas num sofá. Pela camisa da minha foto, vocês já devem ter reparado que eu estou gostando muito da MUSA Marilyn Monroe. Pois bem, há um filme dela que é fantástico, o seu hiper-clássico: Quanto mais quente melhor, de 1959. É em preto e branco, mas desde que eu assisti, numa dessas zapeadas pelo Telecine Cult (que eu tanto adoro), não consigo esquecer. É uma comédia divertida e sem bajulações e apelações. É simples e muito engraçado.

Acontece que dois músicos de 1929, Joe e Jerry, acabam testemunhando um massacre em que o mafioso "Polainas" (ele dorme com elas) mata o seu inimigo "Palito de dente". Os dois são jurados de morte e fogem, então, para a Flórida e se disfarçam de mulheres em uma banda de Jazz para mulheres. Lá eles conhecem Sugar Kane (Marilyn) uma instrumentista maluca com seu ukelele e se apaixonam. O resto é só risada. Vale a pena. há diálogos interessantes, como quando Sugar diz: "Tenho uma teoria para homens de óculos. Para mim, eles são mais gentis, e compreensivos, são meio inofensivos..." (Nesse momento, Joe, que está gamado nela, se fantasia de milionário-solitário-dono de uma empresa de petróleo-que não consegue mais se apaixonar-com óculos.)


                                                 O da direita é o Jerry, meu favorito.

E, enfim, eu vou viajar e vou ficar 10 dias sem a internet (ó destino cruel...), então eu desejo à todos um feliz natal e próspero ano novo, e blá blá blá. Até ano que vem! Obrigada, e VIREM MEMBROS DESSA PORCARIA, please.

Beijos, Carol Carneiro.

0 comentários:

Postar um comentário