Para vocês, eu vou mostrar pequenos trechos do primeiro capítulo de A Damanegra:
O som da brisa ecoava
suavemente no meu ouvido. Aquele vento no rosto até então era a sensação mais
gostosa que sentia há muito tempo.
- Está gostando? –
perguntou o motorista do táxi.
-
Sim – eu respondi.
Se
você está se perguntando quem era o motorista, onde eu estava ou até mesmo quem
sou “eu”, prepare-se: as respostas vêm agora. Mas cuidado, o que vou lhe contar
é uma verdadeiro, apenas preciso que você abra sua mente e deixe que a
imaginação viaje por lugares nunca antes explorados.
Meu
nome é Jennifer Montaua. Eu nasci em São Paulo, no Brasil.
. Desde pequena, eu queria morar nos
Estados Unidos (acho que toda pessoa quer pelo menos passear por lá) e hoje,
finalmente, eu estava indo morar em plena Nova York.
Tenho quinze anos, e decidi ir morar aqui por causa da minha
carreira. Quero ser no futuro uma grande engenheira aeroespacial, ou se você
preferir, ser uma daquelas pessoas que vivem com a cabeça nas estrelas, vendo o
espaço, e se formar nisso no Brasil é meio difícil. Depois de grande
insistência, meus pais me deixaram morar numa república em Nova York, um lugar
onde eu pudesse me enturmar mais.
Agora,
eu estava chegando na grande cidade dos meus sonhos, dentro de um táxi,
passeando pelas ruas e sentindo o ar americano. Eu flutuava, ou pelo menos
sonhava em flutuar. O motorista era um indiano muito simpático, e ele me fez
pensar o tanto de pessoas que migravam para Nova York. Mas é claro, essa é a
minha cidade maravilhosa.
Eu
já tinha vindo aqui quando tinha oito anos, mas agora era diferente, agora era
só eu. Agora, eu ia cuidar de minha vida, e me sustentar.
Acho
que como você pode imaginar, eu achava um máximo.
- Mas diz aí, Jennifer. Como é o
Brasil?
Escutei de longe a voz de alguém. Logo me virei para
ver quem era e pude ver do outro lado da sala, sentada nos sofás mais
confortáveis que eu já havia visto, estava uma garota de cabelos castanhos com
olhares intrigados e meio desafiadores. Eu até esse momento, estava observando
o apartamento. Além de ser bem pequeno, era todo pintado de azul, seu chão era
de carpete e não havia muitos móveis, porém, muita coisa espalhada nos cantos.
Mesmo assim, tinha os toques femininos, como abajures cor-de-rosa, retratos
coloridos e até adesivos de menina colados na parede.
Numa delas, havia um mural
vermelho em forma de coração, com fotos de todas as integrantes, e mensagem de
cada uma delas. Percebi então, que na república, só havia mulheres. Então, essa
menina me fez uma pergunta.
-
Hum?
-
Sam! Se apresente primeiro para a menina! – falou Jane, levantando do sofá – Essa
é a Jennifer Montaua, ela vai morar aqui com a gente por um bom tempo...
-
Na boa, Jane, isso aí todo mundo já sabe! – respondeu a mesma menina, e todas
se voltaram para ver aqueles olhos desafiadores brilharem, como se a coisa mais
prazerosa do mundo fosse encarar os outros. Porém, ninguém, nem mesmo Jane
parecia ter muita paciência com aquele jeito crítico de ser. Jane a encarou do
mesmo modo, e as duas pereceram provocar-se mutuamente por alguns segundos.
- Jennifer,
essa aqui é a Sam, ela já está com a gente faz dois anos. – Jane a apresentou.
Eu olhei nos olhos de Sam, e reparei no seu estilo. Ela era esportista, e adorava
usar bermudas e tênis. Me cumprimentou com um movimento na cabeça, e eu sorri
de volta, meio envergonhada.
Obrigada!
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