Sempre tive uma imaginação fértil. Quando criança, adorava desenhar meninas e dar nomes à elas, eu brincava de histórias no quintal da minha casa com os piratas e as princesas que inventava. Porém, comecei a sentir vontade de escrever mesmo a partir dos nove anos. Eu até hoje me lembro de um sonho que tive quando era criança e que acabou virando uma história, e ainda me surpreendo de pensar como eu tive aquelas ideias todas naquela idade
Eu ainda acho que vou escrevê-la...
Minha mãe, percebendo que eu gostava mais de ficar no quarto com as bonecas do que ir brincar de Betz (é assim que se escreve? Eu não faço a menor ideia) na rua, disse que eu tinha que escrever o que pensava. Eu peguei um caderno velho e comecei a fazer pequenos contos. Acabei o enchendo de desenhos e textos, e até escrevi quatro livros simples sobre uma história que gostava, algo bem fantasioso.
Resumindo: Hoje acho que foi uma das melhores coisas que fiz. Aqueles contos me prepararam para que eu escrevesse melhor, lesse melhor e criasse com mais detalhes.
Senti vontade de publicar meu livro, mas não botava muita fé nele. Além disso, eu ainda tinha um monte de outras histórias na cabeça: De época (uma duquesa e sua corte), para adolescentes (nove amigas juntas em um colégio interno), trágicas (a mulher que perde a filha e o marido e começa a se envolver com drogas), comédias românticas (um casal que sofre com a chegada de uma amiga indesejada), série policial (um casal que ganha para matar)... Porém, a que me instigou mesmo foi uma chamada "A Damanegra".
Como se eu fosse assim-
Tudo começou com um sonho.
Em 2008,eu sonhei que estava na frente da minha casa. Era madrugada, e alguém estava em perigo. Surgia então uma garota vestida de preto, com um chapéu e adereços vermelhos. Demorou meses para que eu formasse um enredo que gostasse. Aí mudei de escola e minhas novas amigas (Kislla e Brenda, elas sabem tudo sobre meu livro) sempre falavam para eu escrever sobre ela. Foi então que aos 12, eu comecei a digitar. Digitei muito, mais do que pensava que podia, e me surpreendi. Ao todo, A Damanegra tem 257 páginas. Fiquei tão empolgada que fiz outro como continuação: O Lobisomem tem 283 páginas. E o desfecho da história vem com outro que ainda não fiz: O Caçador. Foi a prova que eu precisava para saber o que queria fazer da vida.
Porém, os obstáculos são grandes: Eu procurei ajuda no SESC mas não me retornaram. É muito difícil conseguir atenção em editoras, e de patrocínios também. É por isso que estou aqui tentando divulgá-lo;
Mas deixa de conversa, agora eu vou mostrar para vocês do que ele fala:
A Damanegra:
Nova York é mesmo uma cidade e tanto. A recém-chegada Jennifer Montaua veio do Brasil para tentar a vida em um país estrangeiro. Ela mora em uma república, frequenta uma nova escola, conhece novas pessoas, porém, algo dá errado. Ao descobrir um laboratório escondido nos fundos da escola, ela sofre um grave acidente e descobre que não é mais a mesma: Jennifer herda poderes sobre o vento. Sua preocupação com a violência e com os perigos da cidade (e a ajuda de uma cigana misteriosa) a levam a querer fazer mais pelo lugar que vive. Assim surge Damanegra, a heroína jovem e insegura de NY. Mesmo despreparada, é determinada e inteligente. Ela logo fica conhecida, e sua rotina muda radicalmente. Jennifer tem que conciliar duas vidas diferentes, porém, interligadas. Os problemas aumentam, e os dois mundos parecem se misturar: Quando um cai, todos ao seu redor entram em um caos. A polícia desconfia que ela não é heroína, e surge uma seita especializada em roubos. Jennifer então se indaga: Será que a vale a pena se distanciar tanto de seus projetos e sonhos para viver como uma anônima que protege a todos, menos a si mesma? "A Damanegra" trata principalmente das escolhas que fazemos na juventude e que vamos levar para a vida toda...
Esperam que tenham se interessado. E por favor, me sigam!
Bye, Caroline Carneiro.
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